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Minist√©rio da Economia analisa c√°lculo de reajuste dos planos de sa√ļde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que o percentual máximo de reajuste a ser autorizado para os planos individuais ou familiares...

Por PH em 20/05/2022 às 19:01:36
Foto : Divulgação

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A Ag√™ncia Nacional de Sa√ļde Suplementar (ANS) informou que o percentual m√°ximo de reajuste a ser autorizado para os planos individuais ou familiares est√° sendo calculado e ser√° divulgado pela ag√™ncia após conclus√£o dos estudos e manifesta√ß√£o do Ministério da Economia. A ag√™ncia reguladora enviou o c√°lculo do √≠ndice de reajuste anual no dia 10 de maio para a pasta. "Ainda n√£o h√°, portanto, uma data definida para divulga√ß√£o do √≠ndice", afirmou a ANS.

A Associa√ß√£o Brasileira de Planos de Sa√ļde (Abramge) estima que o percentual a ser aplicado em 2022 seja próximo a 15,8%. "Nesse sentido, é importante lembrar que os planos de sa√ļde foram o √ļnico setor regulado com reajuste negativo em 2021, de -8,19%, reflexo direto das despesas médico-hospitalares de 2020 inferiores às de 2019 por conta do adiamento dos procedimentos eletivos, gerado pelo distanciamento social logo no in√≠cio da pandemia", afirma a nota.

O Ministério da Economia respondeu, também em nota, que só se manifestar√° quando a avalia√ß√£o for conclu√≠da. "Ainda sem previs√£o".

Segundo a Abramge, em 2021, as despesas superaram "e muito" as de 2020, como resultado da elevada taxa de ocupação hospitalar ocasionada por dois principais motivos: a retomada dos atendimentos adiados no ano anterior e a segunda onda da covid-19, muito maior do que a primeira.

"Outros fatores que impactaram, foram a infla√ß√£o mundial de insumos (materiais, equipamentos e medicamentos) e a alta exponencial do dólar, moeda atrelada a grande parte dos insumos médico-hospitalares utilizados no Brasil", acrescenta a nota.

A Federa√ß√£o Nacional de Sa√ļde Suplementar (FenaSa√ļde) projeta reajuste de 15,7%. Segundo a entidade, o aumento de itens diversos, como o pre√ßo de medicamentos e insumos médicos, a forte retomada dos procedimentos eletivos, o impacto de tratamentos de covid-19 longa e a incorpora√ß√£o de novas coberturas obrigatórias aos planos de sa√ļde, como medicamentos e procedimentos, impactam diretamente no reajuste.

De acordo com a federa√ß√£o, outro componente considerado para o c√°lculo do reajuste - sob peso de 20% - é o √ćndice de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA), que incide sobre custos de naturezas como despesas administrativas.

"Nesse sentido, vale ressaltar que o Brasil enfrenta a maior infla√ß√£o geral em 19 anos, o que afeta diversos setores de atividade econômica, incluindo o mercado de planos de sa√ļde. Ainda assim, no acumulado dos √ļltimos dois anos, o IPCA passou de 16% e o reajuste de medicamentos, 22%, frente a 6,22% dos planos de sa√ļde individuais, se confirmadas as proje√ß√Ķes de reajuste para 2022, e considerando o reajuste negativo de – 8,19%, em 2021", diz a FenaSa√ļde.

Fonte: EBC

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