PNI oferece vacinação segura para gestantes e beb√™s

Doenças infecciosas são capazes de causar malformações e deixar sequelas nos bebês, se acometerem as mães durante a gestação.

Por PH em 15/09/2023 às 09:00:07
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Doenças infecciosas são capazes de causar malformações e deixar sequelas nos beb√™s, se acometerem as mães durante a gestação. Essas infecções também podem ocorrer logo após o parto, antes de ser poss√≠vel imunizar os recém-nascidos. O Programa Nacional de Imunização (PNI) responde a esses riscos com um calend√°rio espec√≠fico da gestante, um dos respons√°veis pela eliminação do tétano neonatal do pa√≠s em 2012. Em

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2023, o PNI completa 50 anos.

J√° presentes no calend√°rio do adulto, as vacinas contra a hepatite B e difteria e tétano (dT) precisam ter os cumprimentos de seus esquemas vacinais checados durante a gestação. Quando a mãe est√° imunizada contra essas doenças, ela transmite os anticorpos ao beb√™, protegendo-o até que chegue o momento de ele ser imunizado, segundo seu próprio calend√°rio vacinal.

Mães imunizadas transmitem anticorpos aos beb√™s na gestação

- Fernando Frazão/Ag√™ncia Brasil

A lista de imunizantes

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recomendados traz ainda a vacina contra a difteria, tétano e coqueluche (dTpa), espec√≠fica do calend√°rio da gestante. Esse imunizante é administrado em uma dose para gr√°vidas

a partir da 20ª semana

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e deve ser repetido a cada gestação.

Gestantes que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gravidez devem receber uma dose de dTpa até 45 dias após o parto, o mais precocemente poss√≠vel, recomenda o calend√°rio.

J√° vacinas de v√≠rus vivo atenuado, como a de febre amarela, tr√≠plice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou varicela, não são recomendadas durante a gestação. É importante que a vacinação contra a rubéola esteja em dia em mulheres que planejam engravidar, porque a s√≠ndrome da rubéola cong√™nita é uma doença de alto risco para os beb√™s, e as gestantes não podem ser vacinadas contra ela durante a gravidez.

Lurdinha Maia alerta que gestantes t√™m de ficar atentas ao seu calend√°rio de vacinação

- Bernardo Portella/ Fiocruz

A coordenadora da Assessoria Cl√≠nica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Lurdinha Maia, destaca que o controle da rubéola cong√™nita e do tétano neonatal é uma grande

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conquista

para a sa√ļde p√ļblica, porque essas doenças causavam sequelas importantes e mortalidade infantil no pa√≠s.

"As gestantes t√™m que olhar o seu calend√°rio de vacinação. Mesmo que elas tenham sido vacinadas na inf√Ęncia, h√° necessidade de cumprir um calend√°rio. É a gestante que, vacinada contra o tétano e a rubéola, vai impedir que a criança, ao nascer, tenha a doença. Ela passa a imunidade para essa criança", afirma. "Vacinação é desde a gestante até o idoso, e precisamos ter um calend√°rio atualizado para que a gente possa realmente interromper o ciclo dessas doenças."

Guido Levi diz que o tétano neonatal pode evoluir de forma letal rapidamente- Divulgação/SBIM

Integrante da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações do Estado de São Paulo, Guido Levi lembra que o tétano neonatal era conhecido como "mal de sete dias", porque surgia poucos dias após o nascimento e podia evoluir de forma letal rapidamente.

"Temos que manter a vacinação antitet√Ęnica em dia, temos que manter a dTpa nas mulheres gestantes para que protejam seus filhos até a época em que tomarão a vacina e se protegerão. Com o tétano, as crianças sofriam com uma contratura muscular generalizada, que paralisava inclusive os m√ļsculos respiratórios, e morriam rapidamente. No m√°ximo em uma semana ou duas. E, hoje, a gente não tem mais essa doença."

O pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento Cient√≠fico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que as vacinas são organizadas nos calend√°rios em função dos riscos que elas oferecem, e, por isso, as recomendações devem ser atendidas no tempo certo, o que inclui a gestação.

Renato Kfouri destaca a import√Ęncia de beb√™s serem vacinados contra hepatite B logo após o nascimento - SBIm/Divulgação

A imunização das gestantes contra a hepatite B e também dos beb√™s logo ao nascer cumpre um papel de impedir a transmissão vertical da doença, da mãe para o beb√™.

"A infecção por hepatite B ao nascer torna esse beb√™ com enorme chance de ter uma hepatite crônica, c√Ęncer de f√≠gado e ser um transmissor dessa doença para outras pessoas da comunidade. Por isso a necessidade de vacinar logo ao nascer."

Fonte: Agência Brasil

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