Rio de Janeiro é o estado com maior crescimento de casos de covid-19

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à covid-19 aumentaram em alguns estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, diz o novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Por PH em 15/09/2023 às 09:06:55
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Os casos de s√≠ndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à covid-19 aumentaram em alguns estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, diz o novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Rio de Janeiro é o estado onde o aumento é maior. No entanto, a an√°lise também sinaliza um leve aumento da SRAG por covid-19 no Esp√≠rito Santo, em Goi√°s e em São Paulo. O aumento est√° presente principalmente na população adulta.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, avalia que, embora o ritmo de crescimento não seja alarmante, chama a atenção para a import√Ęncia da testagem e a necessidade de a população estar em dia com a vacinação, de acordo com a faixa et√°ria. Segundo Gomes, a vacina e a recomendação atual das doses de reforço são fundamentais. Caso não esteja em dia com a vacinação, a pessoa deve buscar o posto de sa√ļde mais próximo. "Assim, este ciclo de crescimento de covid-19 que estamos começando a observar ser√° de menor impacto. O risco fica bem menor com a vacina, principalmente, para evitar o desenvolvimento de casos graves", alertou Gomes.

O pesquisador orienta aqueles que apresentam quadro de resfriado ou sintomas gripais (como dificuldades respiratórias, tosses, espirros e desconfortos no corpo) a procurar um posto de sa√ļde ou o médico da fam√≠lia para se informar e fazer a testagem para covid-19. Para estes, também é aconselh√°vel fazer repouso, ficar em casa e fazer o isolamento. São medidas importantes não só para a recuperação, mas também para diminuir a circulação de v√≠rus respiratórios na população, seja por causa da covid-19 ou por qualquer outro v√≠rus respiratório, diz Gomes. Aqueles que apresentarem esses sintomas e tiverem que sair de casa devem usar m√°scara de proteção.

Em n√≠vel nacional, o InfoGripe aponta queda nos novos casos de SRAG nas tend√™ncias de longo prazo (√ļltimas seis semanas) e de curto prazo (√ļltimas tr√™s semanas). Nas quatro √ļltimas semanas epidemiológicas, a preval√™ncia entre os casos com resultado positivo para v√≠rus respiratórios foi de 2,9% para influenza A; 0,9% para influenza B; 13,3% para v√≠rus sincicial respiratório (VSR); e 35,6% para Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença de tais v√≠rus entre os positivos foi de 2,7% para influenza A; 0,0% para influenza B; 2,7% para VSR; e 78,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).

Estados e capitais

A atualização mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tend√™ncia de longo prazo: Alagoas; Cear√°; Esp√≠rito Santo; Goi√°s; Rio de Janeiro; Roraima e Sergipe. Em Alagoas, no Cear√°, no Esp√≠rito Santo, em Goi√°s e em Sergipe, o crescimento se concentra nas faixas de 5 a 14 anos de idade. Em Roraima, o aumento se concentra nas crianças com até 4 anos de idade.

No Rio de Janeiro, o crescimento é observado n a população adulta. No Espirito Santo, em Goi√°s e em São Paulo, também se observa ligeiro aumento em algumas faixas et√°rias da população adulta.

Entre as capitais, oito apresentam sinal de crescimento: Aracaju; Boa Vista; Fortaleza; Macap√°; Maceió; Palmas; Rio de Janeiro e Salvador. Em Aracaju; Boa Vista; Fortaleza; Macap√° e Salvador, o sinal se d√° principalmente nas crianças e pré-adolescentes (até 14 anos de idade).

No Rio de Janeiro, observa-se aumento em todas as faixas et√°rias que envolvem a população adulta. Em Maceió e Palmas, o sinal ainda não é claro, embora na capital alagoana se observe ligeiro aumento nas crianças pequenas (até 2 anos) e na faixa et√°ria de 15 a 49 anos.

Mortes

Quanto aos óbitos notificados por SRAG, independentemente de presença de febre, j√° foram registrados, este ano, 8.057, dos quais 4.128 (51,2%) com resultado laboratorial positivo para algum v√≠rus respiratório, 3.355 (41,6%) negativos e ao menos 169 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 11,4% são influenza A; 5,7% são influenza B; 8,0% são VSR; e 69,6% são Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas quatro √ļltimas semanas epidemiológicas, a preval√™ncia entre os casos positivos foi de 2,7% para influenza A; 0% para influenza B; 2,7% para VSR; e 78,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).

Fonte: Agência Brasil

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