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Casal e bebê foram mortos porque pai tentou enganar traficantes

Por PH em 03/04/2024 às 14:58:57
Reprodução

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) começou, nesta quarta-feira (3/4), operação com o objetivo de prender dois suspeitos de participarem dos assassinatos de Filipe Rodrigues, de 24 anos, Rayssa Santos, de 23 anos, e o beb√™ Miguel Filipe, de 7 meses.

Até o momento, apenas um homem foi preso pela polícia: Wesley Pires da Silva Sodré. Os agentes seguem a procura do outro suspeito.

De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), da PCERJ, Filipe fingiu ser um policial militar para enganar integrantes do tr√°fico da comunidade do Castro e pediu R$ 50 mil para entregar um suposto informante à organização criminosa.

As investigações indicam que ele forneceu os dados e a localização do suposto informante e recebeu R$ 11 mil. J√° no dia 15 de março, dois dias antes da família ser morta, uma emboscada aconteceu e o informante foi entregue ao grupo criminoso. Contudo, nesse período, os traficantes descobriram que Filipe nunca foi policial e, assim, decidiram mat√°-l

O segundo suspeito foi identificado como Lucas Lopes da Silva, o Naíba, apontado pela polícia como o chefe do tr√°fico na comunidade de Castro. Investigadores acreditam que Naíba seja o suposto mandante do crime.

A PCERJ confirmou que segue investigando o caso "para esclarecer o desaparecimento do suposto informante entregue aos traficantes".

O ataque contra o casal e o bebê

A execução da família ocorreu durante a noite de 17 de março, em frente a um ponto de ônibus no bairro Baldeador, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Os tr√™s, que estavam em um carro alugado, Voyage branco, com placa de São Paulo, foram alvos de um ataque a tiros.

No momento do ataque, Rayssa teria tentado proteger o filho. O casal morreu no local do crime, enquanto o beb√™ foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos de bala na cabeça e um tiro na perna.

Metrópoles

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