Bolsas de pesquisa terão reajuste de 25% a 200%

O governo federal oficializou nesta quinta-feira (16) o reajuste nas bolsas de pesquisa, que varia de 25% a 200% entre bolsas de graduação,...

Por PH em 16/02/2023 às 19:36:30

O governo federal oficializou nesta quinta-feira (16) o reajuste nas bolsas de pesquisa, que varia de 25% a 200% entre bolsas de graduação, pós-graduação, iniciação cient√≠fica e Bolsa Perman√™ncia. Segundo o governo, os novos valores passam a vigorar a partir de março.

As bolsas de mestrado e doutorado, que não tinham qualquer reajuste desde 2013, terão variação de 40%. No caso do mestrado, o valor sair√° de R$ 1,5 mil para R$ 2,1 mil. No doutorado, de R$ 2,2 mil para R$ 3,1 mil. J√° nas bolsas de pós-doutorado, o acréscimo ser√° de 25%, com aumento de R$ 4,1 mil para R$ 5,2 mil.

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Os novos valores valem tanto para as bolsas pagas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de N√≠vel Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), quanto aquelas pagas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient√≠fico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ci√™ncia, Tecnologia e Inovações (MCTI).

O governo também vai recompor a quantidade de bolsas oferecidas. No caso do mestrado, em 2015 havia 58,6 mil bolsas, n√ļmero que caiu para 48,7 mil em 2022, redução de cerca 17%. Agora, a estimativa é de que sejam ofertadas 53,6 mil bolsas nessa modalidade.

Os reajustes das bolsas de pesquisa correspondem a um valor de R$ 2,38 bilhões em recursos tanto no MEC quanto do MCTI. "Tudo que formos fazer para atender as necessidades do povo vai ser chamado de investimento. E educação é o investimento mais barato que podemos fazer. Queremos um pa√≠s que exporte conhecimento", afirmou o presidente Luiz In√°cio Lula da Silva durante cerimônia no Pal√°cio do Planalto para anunciar os reajustes.

Doutoranda em F√≠sica pela Universidade Bras√≠lia (UnB), a pesquisadora C√≠cera Viana comemorou os novos valores. "Muitas vezes, trabalhamos sob péssimas condições recebendo pouco e fazendo pesquisas de impacto internacional. Por isso, a import√Ęncia desse momento, pois nosso trabalho finalmente est√° sendo reconhecido e poderemos continuar sonhando com um futuro para nós estudantes", destacou.

Vin√≠cius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), foi outro a celebrar o an√ļncio. "Essa cerimônia é muito importante e simbólica porque passamos anos de escuridão e o Brasil volta à luz da ci√™ncia", afirmou.

Iniciação cient√≠fica

Os alunos de iniciação cient√≠fica do Ensino Médio terão reajuste em suas bolsas, que passarão de R$ 100 para R$ 300, correção de 200%. Ao todo, serão investidas 53 mil bolsas para estimular jovens estudantes a se dedicar à pesquisa e à produção de ci√™ncia. "Bolsistas de iniciação cient√≠fica t√™m mais chances de concluir a pós-graduação", observou a ministra da Ci√™ncia e Tecnologia, Luciana Santos.

J√° as bolsas para formação de professores da educação b√°sica terão reajuste entre 40% e 75%. Em 2023, haver√° 125,7 mil bolsas para preparar os professores. Esta ação é considerada fundamental para a qualificação dos professores que se formam e vão para a sala de aula. Os valores dos benef√≠cios variam de R$ 400 a R$ 1.500.

Quilombolas e indígenas

A Bolsa Perman√™ncia, criada em 2013, ter√° seu primeiro reajuste desde então. O aux√≠lio financeiro é voltado a estudantes quilombolas, ind√≠genas, integrantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) e alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica matriculados em instituições federais de ensino superior. A intenção é contribuir para a perman√™ncia e diplomação dos benefici√°rios. Os percentuais de aumento vão variar de 55% a 75%. Atualmente, os valores vão de R$ 400 a R$ 900. No caso das bolsas para ind√≠genas e quilombolas, o valor passa dos atuais R$ 900 para R$ 1.400.

Fonte: Agência Brasil

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