Covid-19: infectologistas defendem volta das m√°scaras e mais vacinação

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de máscaras e

Por PH em 11/11/2022 às 21:58:37

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A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de m√°scaras e outras medidas para evitar que o cen√°rio atual de alta nos casos de covid-19 traga um poss√≠vel aumento de internações, superlotação nos hospitais e mais mortes no futuro.

A entidade divulgou nota técnica de alerta, elaborada por seu Comit√™ Cient√≠fico de Covid-19 e Infecções Respiratórias e assinada pelo presidente da SBI, Alberto Chebabo.

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"Pelo menos em quatro estados da federação, j√° se verifica com preocupação uma tend√™ncia de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo SARS-COV-2 quando comparado com o m√™s anterior", diz o texto, baseado nos dados divulgados ontem (10) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz.

A SBI alerta que o cen√°rio é decorrente da subvariante Ômicron BQ.1 e outras variantes e pede que o Ministério da Sa√ļde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema √önico de Sa√ļde (Conitec) e a Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) tenham atenção especial às medidas sugeridas.

O primeiro ponto levantado pela sociedade cient√≠fica é que é preciso incrementar as taxas de vacinação contra a covid-19, principalmente nas diferentes doses de reforço. A SBI avalia que as coberturas se encontram, todas, em n√≠veis ainda insatisfatórios nos p√ļblicos-alvo.

Os infectologistas recomendam também garantir a aquisição de doses suficientes de vacina para imunizar todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, independente da presença de comorbidades. Até o momento, a vacinação da faixa de 6 meses a 3 anos ainda est√° restrita a crianças com comorbidades, e o Ministério da Sa√ļde iniciou ontem (10) a distribuição de 1 milhão de doses de vacinas destinadas a elas.

A SBI também pede a r√°pida aprovação e acesso às vacinas covid-19 bivalentes de segunda geração, atualizadas com as novas variantes, que estão atualmente em an√°lise pela Anvisa. Procurada pela Ag√™ncia Brasil, a ag√™ncia respondeu que os processos estão em fase final de an√°lise, e é esperado que a deliberação ocorra em breve, embora não haja uma data fixada para isso.

"A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria continua trabalhando na an√°lise dos pedidos de uso emergencial das novas versões de vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer contendo as subvariantes BA.1 e BA.4 /BA.5. Os processos passaram pelas etapas de an√°lise dos dados submetidos à ag√™ncia, questionamentos da ag√™ncia e esclarecimentos dos fabricantes, bem como discussão com sociedades médicas brasileiras. A equipe técnica da ag√™ncia j√° recebeu os pareceres de especialistas das sociedades médicas sobre ambas as vacinas bivalentes da Pfizer", detalhou a Anvisa.

O quarto ponto levantado pelos infectologistas é a necessidade de disponibilizar nas redes p√ļblica e privada as medicações j√° aprovadas pela Anvisa para o tratamento e prevenção da covid-19, como o paxlovid e o molnupiravir, medida que ainda não se concretizou após mais de seis meses da licença para esses f√°rmacos no Brasil, ressalta a SBI. A Ag√™ncia Brasil perguntou ao Ministério da Sa√ļde se essas medicações j√° estão dispon√≠veis, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

O quinto ponto diz respeito às medidas de prevenção chamadas não farmacológicas. A SBI defende a volta do uso de m√°scaras e do distanciamento social para evitar situações de aglomeração, principalmente pela população mais vulner√°vel, como idosos e imunossuprimidos.

A SBI pede que as medidas sugeridas sejam tomadas com brevidade, para otimizar as tecnologias de prevenção e tratamento j√° dispon√≠veis e reduzir a chance de um poss√≠vel impacto futuro de óbitos e superlotação dos serviços de sa√ļde p√ļblicos e privados por casos graves de covid-19.

Fonte: Agência Brasil

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