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Ministra defende estrat√©gias de combate à desinformação na sa√ļde

Ao participar da 76¬™ Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta terça-feira (9) que o país está "muito aquém do que se faz nas redes pautadas pela direita".

Por PH em 09/07/2024 às 16:34:01

Ao participar da 76¬™ Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci√™ncia (SBPC), a ministra da Sa√ļde, N√≠sia Trindade, disse nesta terça-feira (9) que o pa√≠s est√° "muito aquém do que se faz nas redes pautadas pela direita". O evento tem como tema Ci√™ncia para um Futuro Sustent√°vel e Inclusivo: por um Novo Contrato Social com a Natureza.

"Estamos muito aquém. É uma guerra sim – e não sei nem se guerra é a melhor forma de combater isso. Mas o que eu vejo é que estamos muito aquém, pela rapidez com que se dissemina. E não só isso: voc√™ dissemina uma informação falsa, criminosa, de maneira criminosa. Não é nada neutro. São coisas orquestradas", avaliou N√≠sia.

Em sua fala, a ministra alertou para o que chamou de estratégia de "ouvir v√°rias visões do fato". "A gente mesmo, muitas vezes, d√° espaço para legitimar discursos que não deveriam ter lugar – pelo menos não nos nossos ambientes. Como tiveram na CPI da Covid. Como se fosse tudo igual", disse ela, ao se referir aos debates sobre a pandemia de covid-19 no Congresso Nacional.

"Isso não significa colocar todo e qualquer conhecimento, sandice, loucura, maluquice no mesmo patamar. Não é poss√≠vel. A gente não pode aceitar isso. E, muitas vezes, nós fazemos isso. Tem que haver uma validação e, para isso, a ci√™ncia tem processos históricos de validação", completou.

N√≠sia disse ainda que não se deve atribuir à desinformação todas as dificuldades enfrentadas pelo pa√≠s com a vacinação. "Ao negacionismo, podemos, sim, creditar em grande parte porque, à medida em que se tem um governo negacionista, não se faz campanha, não se faz esclarecimento, não se coloca a questão da vacinação e outras questões ligadas ao cuidado como prioridade".

A ministra defendeu outras estratégias além do combate à desinformação, como facilitar o acesso a vacinas por meio de unidades de sa√ļde funcionando em hor√°rio estendido, além de trabalhar o que a ci√™ncia define como "percepção de risco" como fator fundamental para ampliar coberturas vacinais. "Com a eliminação da circulação do v√≠rus da pólio, por exemplo, que voltou a ser uma ameaça, a percepção de risco [para a doença] passou a ser menor", explicou.

Outra estratégia destacada por N√≠sia trata da vacinação nas escolas. "[A dose contra o] HPV foi uma das vacinas mais atacadas. Uma vacina fundamental para a prevenção de câncer de colo de √ļtero e de outros tipos de câncer, porque também devemos proteger os meninos. [A vacinação nas escolas] fez com que tivéssemos, pelo menos com a primeira dose, 80% de crianças e adolescentes vacinados."

"Tudo isso nos leva a pensar em estratégias diversificadas. Na sa√ļde e em outras pol√≠ticas sociais, não devemos estar presos a uma estratégia", concluiu N√≠sia.

Fonte: Agência Brasil

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