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Combate direto e noturno segue como estratégia para controlar focos em seis pontos do Pantanal

Por PH em 07/07/2024 às 08:33:54
Divulgação

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O combate direto e as ações noturnas fazem parte da rotina di√°ria dos militares que estão em campo para controlar e impedir a propagação do fogo nas regiões do Nabileque, Paraguai Mirim, Nhecolãndia, Abobral e até nas margens da BR-262. Junto com o Morro do Cruzeiro, estes são os focos ativos do Pantanal Sul-mato-grossense no momento.

No final da sexta-feira (5) os bombeiros se empenharam em conter focos na beira da rodovi√°ria BR-262, próximo ao Buraco das Piranhas, na região do Nabileque. A dedicação j√° ao cair da noite tinha como objetivo cessar qualquer fogo no local, que poderia trazer riscos a quem trafegava pela região.

Este trabalho efetivo também teve orientação e cuidado aos motoristas que estavam passando pelo local. Mais de 10 bombeiros se dedicaram para acabar com as chamas que se aproximavam da pista.

Um dos principais obst√°culos dos militares nos √ļltimos dias é o vento, que pela intensidade e direção atrapalha os trabalhos e ajuda a progressão do fogo. Para contrapor este entrave, os bombeiros usam de estratégia, experi√™ncia e dedicação para usar os equipamentos e estrutura dispon√≠vel. Sempre em contato com o comando, para solicitar ajuda aérea se houver necessidade.

Um dos locais mais preocupantes dos √ļltimos dias no Pantanal é a região do Nabileque, que em função dos ventos e caracter√≠stica do local (carandazeiros), as fagulhas e fogo se espalhou de forma r√°pida. Depois da grandes chamas na quinta-feira (4), os bombeiros sul-mato-grossenses, com a ajuda da Força Nacional e militares do Distrito Federal, conseguiram controlar os principais focos.

Esta ação teve a ajuda dos aviões Air Tractors e sobrevoos do helicóptero da CGPA (Coordenadoria Geral do Policiamento) e da aeronave KC 390 da Força Aérea para monitoramento e identificação dos focos. Este trabalho coletivo teve sucesso, com a contenção das chamas que estavam em progressão no local.

O tenente do Corpo de Bombeiros, Randolfo Rocha, que est√° no comando da operação h√° v√°rios dias no Nabileque fez a sua avaliação do cen√°rio.

"Realizamos os combates diretos, serviço de monitoramento e por hora conseguimos controlar os focos mais avançados, mas tem alguns que continuam. Chega agora um vento sul, com rajadas de mais de 44 km por hora, o que pode evoluir alguns focos. Por isso estamos vigilantes para realizar o combate se precisar".

No Nabileque os fazendeiros locais também apoiam com equipamentos agr√≠colas, tratores, na implantação de aceiros, assim como eliminando focos iniciais. "Só vamos sossegar quando cessar todos os focos aqui", destacou o comandante.

Outras frentes

O Governo do Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, também continua com combates efetivos em v√°rias frentes no Pantanal. Existem seis pontos ativos de contenção ao fogo.

As atividades continuam por terra, √°gua e ar. Além da região do Nabileque, os trabalhos se concentram nas regiões do Paraguai Mirim (Maracangalha), Nhecolãndia, próximo ao Rio Abobral, Morro do Cruzeiro e Porto Sucuri.

J√° foram utilizados 446 bombeiros do Mato Grosso do Sul e hoje contam com reforço de 82 militares da Força Nacional e mais 233 brigadistas do Ibama.

São 11 aeronaves a disposição, entre elas um cargueiro KC-390, cedido pelo Governo Federal. Para as ações de campo t√™m 39 ve√≠culos,.entre caminhonetes, caminhões e lanchas.

Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

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