Doação de medula √≥ssea: conheça caso de sucesso

Em junho de 2020, durante a pandemia de covid-19, a pequena Isabela, então com 3 anos de idade, apresentou febre e lesões pelo corpo.

Por PH em 18/09/2023 às 12:46:56
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A hematologista Juliane Musacchio - Idomed/Divulgação

A hematologista Juliane Musacchio, professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), disse à Ag√™ncia Brasil, que a doação de medula óssea pode ajudar pacientes das mais variadas doenças, entre as quais leucemia aguda, aplasia de medula óssea, alguns tipos de linfoma, doenças metabólicas e heredit√°rias, anemia falciforme e mieloma m√ļltiplo.

Juliane destacou que o Brasil tem o terceiro maior banco de medula óssea do mundo, atr√°s apenas dos Estados Unidos e da Alemanha, mas com a vantagem de ser p√ļblico, diferentemente desses dois pa√≠ses, onde os sistemas são privados.


"Viva o Sistema √önico de Sa√ļde (SUS)!", exclamou. Segundo a hematologista, o grande problema é que muitas pessoas, após entrarem no Redome, esquecem de atualizar os dados referentes a endereço, e-mail e telefone. Da√≠, quando são identificadas como doadores compat√≠veis, acabam não sendo encontradas. "Estima-se que 30% dos doadores (do Redome) não atualizam o cadastro", informou.

De acordo com a médica, é preciso ampliar o n√ļmero de doadores no Brasil, para aumentar as chances de encontrar medulas compat√≠veis. Para se cadastrar como doador de medula óssea, o volunt√°rio tem que ter entre 18 e 35 anos, estar bem de sa√ļde, não pode ter doenças infecciosas ou incapacitantes, como HIV e hepatite B e C, nem c√Ęncer, doenças hematológicas e do sistema imunológico, como l√ļpus, por exemplo.


O doador permanece no Redome até os 60 anos de idade, quando ainda pode fazer doações. "Para se inscrever, a idade é menor mas, para doar, a idade é maior. É porque as pessoas ficam mais tempo no registro."

Depois de se cadastrar, o volunt√°rio retira sangue para an√°lise, e os dados são mantidos em um sistema nacional consultado sempre que h√° um paciente com necessidade de tecidos. Segundo Juliane, o transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficit√°ria, por células normais da medula óssea. O objetivo é reconstituir uma nova medula saud√°vel.


As células-tronco hematopoiéticas, respons√°veis pela produção do sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), são substitu√≠das no transplante. Tais células podem ser coletadas por meio da aférese (quando h√° separação dos componentes do sangue, permitindo o retorno ao organismo do doador dos elementos não usados) e no sangue do cordão umbilical, após o nascimento do beb√™. Por isso, atualmente, o termo transplante de medula óssea tem sido substitu√≠do por transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Fonte: Agência Brasil

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